Programa Educar Pra Valer y la reconfiguración de la gestión educativa pública: implicaciones para la gestión escolar y el trabajo docente en Sousa-PB
DOI:
https://doi.org/10.28998/2175-6600.2026v18n40.20787Palabras clave:
Gestión educativa, Políticas educativas, Trabajo docente, Gestión escolarResumen
Este artículo analiza las repercusiones de una política educativa implementada en la red municipal de enseñanza de Sousa, Paraíba, problematizando sus implicaciones para la gestión democrática de la educación pública a partir de la percepción de los sujetos escolares directamente involucrados en su ejecución. El objetivo del estudio consiste en comprender cómo directivos y docentes interpretan los cambios producidos por la implementación del programa en las prácticas de gestión escolar y en la organización pedagógica de las escuelas. Se trata de una investigación de naturaleza cualitativa, de carácter exploratorio-analítico, fundamentada en la realización de entrevistas presenciales con 25 directores escolares y 114 profesores de los primeros años de la Educación Primaria, realizadas entre los meses de marzo y julio de 2025, abarcando todas las escuelas urbanas participantes de la política investigada. Los datos fueron registrados en audio, transcritos íntegramente y analizados mediante la técnica de análisis de contenido. Los resultados indican que la política estudiada representa un retroceso en el principio constitucional de la gestión democrática, a partir de cambios significativos en la organización del trabajo pedagógico, especialmente por la estandarización de las prácticas, la intensificación del seguimiento de resultados y la ampliación del uso de instrumentos de monitoreo educativo. Docentes y directivos reconocen mejoras en algunos indicadores educativos; sin embargo, señalan tensiones relacionadas con la centralización de las decisiones, la limitación de la autonomía docente y la reducción de espacios de diálogo dentro de las escuelas. Se concluye que, aunque la política busca mejorar el desempeño educativo, su implementación requiere una mayor articulación con las realidades locales y la ampliación de los procesos participativos en la gestión escolar.
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