Narrativas de cicatrizes invisíveis e desafios pedagógicos: vozes das realidades educacionais

Autores

DOI:

https://doi.org/10.28998/2175-6600.2026v18n40.18866

Palavras-chave:

Educação, Saúde Mental, Formação

Resumo

Este estudo investiga as dinâmicas e os desafios enfrentados por educadores ao lidar com alunos que apresentam comportamentos de autolesão e depressão. Explorar como essas experiências afetam a prática pedagógica e o bem-estar emocional dos docentes, visando aprimorar estratégias de suporte e intervenção. O referencial teórico-metodológico adotado neste estudo baseia-se em pesquisa (auto)biográfica em educação, conforme descrito por Passeggi (2006), com um caráter descritivo e qualitativo que combina conhecimentos das áreas de saúde e educação, apoiado em uma revisão bibliográfica. Adotou-se uma abordagem qualitativa para a coleta de dados, utilizando entrevistas em profundidade com uma professora de ensino regular e uma pedagoga hospitalar. Estas entrevistas foram complementadas pela análise das narrativas de vivências relatadas por ambas as profissionais, permitindo uma compreensão aprofundada dos desafios enfrentados e das estratégias utilizadas no cotidiano escolar e hospitalar em relação ao manejo de alunos com comportamentos de autolesão e depressão. Revelou-se que ambos os profissionais enfrentam dificuldades significativas, como a falta de formação específica para lidar com a autolesão e a depressão. A pesquisa evidenciou que, apesar das diferenças contextuais, ambas compartilham sentimentos de preocupação e impotência, o que frequentemente leva ao desgaste emocional. É essencial que as instituições de ensino invistam em formação continuada e em mecanismos de apoio emocional para os educadores, de modo que possam manejar de forma mais eficaz nessas situações complexas, garantindo o cuidado adequado aos estudantes e a saúde mental dos professores.

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Biografia do Autor

Paola Ribeiro da Silva, Universidade Metodista de São Paulo

Pedagoga formada pela Faculdade de São Bernardo do Campo - FASB, com especializações em Pedagogia Hospitalar pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Psicopedagogia pelo Centro Universitário Assunção - UNIFAI, Gestão Escolar pela Universidade de São Paulo - USP, Cuidados Paliativos e Terapia da Dor - Pontifica Universidade Católica - PUC/MG. Cursos de extensão em Psicomotricidade pelo Grupo de Apoio Especializado - GAE, Pedagogia Hospitalar - Unifesp, Atendimento Hospitalar e Domiciliar - PUC e Atendimento ao escolar em tratamento de saúde pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul - UFMS, Formação Multidisciplinar em Cuidados Paliativos - Instituto Catavento. Pedagoga Hospitalar no Hospital São Paulo - UNIFESP (2009-2022).Docente do curso de Extensão em Pedagogia Hospitalar e das disciplinas Práticas de ensino aprendizagem e as deficiências do curso de Pós-graduação em Educação Especial (2021) e Desenvolvimento afetivo, emoções e aprendizagem do curso de Pós graduação em Psicopedagogia (2022) - Faculdade de São Bernardo do Campo - FASB. Atualmente Pedagoga Hospitalar no Instituto de Psiquiatria Infantojuvenil-IPq/Hospital das Clínicas/FMUSP e Mestranda pela Universidade Metodista de São Paulo - UMESP. Tem experiência de 16 anos na área de Educação, com ênfase em EDUCAÇÃO E SAÚDE.

Mirione Gomes de Azevedo Oliveira, Universidade Metodista de São Paulo

Mestranda em Educação perante junto a Universidade Metodista de São Paulo; Graduada em Química pela Universidade Anhanguera de São Paulo (2015) e, Pós graduação em Docência em Ensino Superior pela Faculdade Católica Paulista (2021). Atualmente é professora de educação PEB II e ensino médio da Escola Estadual João Ramalho. Tem experiência na área de Química, com ênfase em Química

Elaine Gomes Vilela, Universidade Metodista de São Paulo

Doutora em Educação pela Universidade Metodista de São Paulo (2022), Mestre em Educação pela Universidade Metodista de São Paulo (2018). Especialização em Docência do Ensino Superior (2015), Especialização em Tradução e Interpretação LIbras/Português (2014) ambas pela Universidade Camilo Castelo Branco. Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Metodista de São Paulo (2009). Docente dos cursos de Filosofia e Tecnólogos, Coordenadora do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (FAPCOM). Coordenadora do curso de Pedagogia (presencial) e do Núcleo de Acessibilidade e Inclusão (UMESP). Docente permanente do PPGE (UMESP). Tutora do Projeto de Vida e Eletivas na Rede de Educação Metodista. Pesquisadora do Grupo de Pesquisa GENTE (Grupo de Estudos e Narrativas sobre Tecnologias e Educação) e Líder do GEPICSH (Grupo de Estudos e Pesquisas em Inclusão e Comunicação Social Háptica). Avaliadora da Revista Linhas Críticas da UnB e Revista de Estudos Aplicados em Educação da USCS. Guia-intérprete pela AHIMSA. Audiodescritora pela SRLM. Proprietária da Empresa Using Hands que presta assessoria de inclusão. Tem experiência na área de Educação, Formação de educadores, Inclusão e presta atendimento inclusivo com ênfase em Tradução e Interpretação em Libras/Libras tátil e Comunicação Social Háptica.

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Publicado

2026-01-31

Como Citar

SILVA, Paola Ribeiro da; OLIVEIRA, Mirione Gomes de Azevedo; VILELA, Elaine Gomes. Narrativas de cicatrizes invisíveis e desafios pedagógicos: vozes das realidades educacionais. Debates em Educação, [S. l.], v. 18, n. 40, p. 1–22, 2026. DOI: 10.28998/2175-6600.2026v18n40.18866. Disponível em: https://ufal.emnuvens.com.br/debateseducacao/article/view/18866. Acesso em: 2 fev. 2026.

Edição

Seção

Dossiê: Professores(as) iniciantes: políticas, experiências e narrativas em múltiplos contextos