Intersecções entre a educação básica e superior na construção de uma política curricular: a dimensão docente para/na consecução da proposta
DOI:
https://doi.org/10.28998/2175-6600.2026v18n40.18901Palavras-chave:
Proposta Curricular, Educação básica, Educação Superior, Formação Acadêmica, Professores IniciantesResumo
Este texto objetiva discutir a construção da Proposta Curricular (PC) da Rede Pública Municipal de Feira de Santana-BA, tendo como pano de fundo uma das dimensões passíveis de serem problematizadas à luz da articulação entre a Educação Básica e Superior: a dimensão docente e as subsequentes iniciativas no âmbito da conjuntura local. Desse modo, o estudo de natureza qualitativa toma por base o movimento metodológico da pesquisa-ação e, na envergadura pretendida neste artigo, considera a colaboração de professores iniciantes e seus diálogos com professores/pesquisadores de instituições de ensino superior para/na elaboração de uma política curricular. Outrossim, pondera-se sobre os rebatimentos a) da formação acadêmica e b) para a formação acadêmica dos colaboradores participantes da PC, expressos tanto do ponto de vista dos professores com formação stricto sensu na ocasião de composição do grupo de elaboração da PC - da formação acadêmica; quanto dos professores pós-graduados, também em nível stricto sensu, durante e/ou após suas participações no grupo – para a formação acadêmica. Em algum grau, o esforço da escrita também assinala o movimento metodológico desenvolvido com os professores, da referida Rede, por meio da Formação em Currículo Escolar (FormaCE). Os resultados do estudo ratificam/revelam: I. a relevância dos diálogos entre os dois níveis de ensino brasileiros; II. as intersecções com discussões acerca da formação docente, em especial de professores iniciantes e os investimentos em suas trajetórias acadêmicas; III. a importância de pesquisas já realizadas com base nas experiências advindas da construção da PC; IV. as possibilidades do ponto de vista de novas produções científicas e; V. contribuições para/na elaboração de outras políticas curriculares. São desafiadoras e profícuas as possibilidades de participação docente na elaboração de uma proposta curricular e inúmeras podem ser as análises e vertentes metodológicas de (re)criação em diferentes espaços.
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