O que nos faz esperançar a infância nas encruzilhadas da atualidade?
DOI:
https://doi.org/10.28998/2175-6600.2025v17n39pe19336Parole chiave:
Infâncias, Invisibilização, EducaçãoAbstract
Este texto trata-se de uma fala, proferida na conferência de encerramento do I Simpósio Luso-Afro-Brasileiro e VI Simpósio Luso-Brasileiro em estudos da criança, realizado na UERJ, em agosto de 2024. Nela, apontei minhas inquietações sobre os processos que nos são apresentados de forma genérica, sem respeito as especificidades e ao local de cada povo, grupo social. Levantando também apontamentos do que poderiam ser ou não as “infâncias” nestes contextos. Para tal, farei uma descrição do texto apresentado no evento, no qual, são apresentadas crianças, vozes, corpos, saberes e conhecimentos, abafados pelos sistemas euronortebrancos, sob o viés necropolitizador (Mbembe, 2018) que nos engessam e nos embrutecem, ao não respeitar e descentralizar o debate sobre as diferentes infâncias, sejam elas: meninas que passam por outras formas de educação dentro dos ritos de iniciação, em Moçambique; dentro das religiões de matrizes africanas, no Brasil; as crianças das comunidades quilombolas; dos povos originários; das periferias de nossos países ou de outros espaços invisibilizados e negados de suas existências. Estes escritos vêm da necessidade de falarmos de nós, sobre nós, a partir de nós. Uma fala ancorada nas pegadas de nossas ancestrais, pelas nossas mais velhas e pelos nossos mais velhos, buscando evitar generalizações. Pois, qualquer generalização pode nos levar a um fracasso prático e teórico, como nos ensina Bibi Bakarè-Yusuf (2003).
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Riferimenti bibliografici
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