A gestão da formação contínua de professores/as em Portugal e sua relação com um currículo justo e democrático
DOI:
https://doi.org/10.28998/2175-6600.2026v18n40.20725Parole chiave:
gestão escolar, formação contínua, currículo democráticoAbstract
O artigo dá conta de um estudo que problematiza a formação contínua de professores/as organizada em Portugal pelos Centros de Formação de Associação de Escolas, criados para responder às necessidades de formação dos/as professores/as dos diversos contextos escolares. Nesta problematização, o estudo objetivou conhecer efeitos que a gestão da formação contínua tem provocado na produção curricular dos/as professores/as do 1° Ciclo de Ensino Básico. Seguindo uma orientação teórico-metodológica que aponta para um caminho não linear e fixo, foi contatada a direção de um Centro de formação contínua e professores/as, ouvidos/as em conversas-entrevistas que evidenciaram: os Centros de Formação de Associação de Escolas ainda resiste na sua função de mobilizar projetos de formações que possam de alguma forma responder às necessidades de formação dos/as professores/as, vivendo, no entanto, na ambivalência de atender, por um lado, às exigências do Ministério da Educação e, por outro, às necessidades reais dos/as professores/as. Percebemos a formação contínua enquanto um phármakon, pois não se fecha numa única significação. Ela produz ao mesmo tempo efeitos que, em algumas situações, são benéficos; e, em outras, maléficos. Em outras palavras, a formação contínua ao mesmo tempo opera enquanto remédio e veneno, e os/as professores/as sentem esses efeitos de modos diferentes na produção do currículo em seus contextos profissionais.
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