“nosotros quedamos en no morir”: La escrivivencia de la eré Rosinha, la niña de la casa de los vientos y de las aguas
DOI:
https://doi.org/10.28998/2175-6600.2025v17n39pe20408Palabras clave:
Infancias negras, Candomblé, Racismo religioso, Escrevivencia, ErêsResumen
Este texto propone reflexionar sobre la relación entre infancias negras, candomblé y escrevivencias a partir de mi experiencia como mujer negra de terreiro, educadora y poeta. Las reflexiones aquí realizadas parten de mi interés en dialogar con personas negras y no negras sobre la existencia de niños y niñas ancestrales, también llamados erês, que viven a través de los cuerpos de iniciados y portan características vinculadas a los orixás. Mi intención, además, es dialogar sobre el racismo religioso presente en la vida de las niñas y niños iniciados en la religión de matriz africana, y mostrar posibilidades de narrativas de vida y ancestralidad a través de la existencia de infantes que viven entre el Ayê y el Orum. Para ello, recurro a las producciones teóricas sobre infancias negras (Nogueira, 2019), niñas y niños en el candomblé (Caputo, 2012; 2020) y al concepto de escrevivencia (Evaristo, 2005; 2020) para contribuir al debate sobre infancias negras y el enfrentamiento del racismo religioso. A partir de la investigación, evalúo la necesidad de ampliar el debate en torno a los estudios con niñas y niños de terreiro y, sobre todo, crear más estrategias de enfrentamiento al crimen del racismo religioso.
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