O Museu Real da África Central de Tervuren: como não descolonizar um museu

Autores

  • Gustavo Racy Universidade Federal de São Paulo

DOI:

https://doi.org/10.28998/rm.2025.n.18.17976

Palavras-chave:

Museu Real da África Central, Bélgica e Congo, Museu decolonial, Museologia

Resumo

Em 2018, vivendo na Bélgica havia 4 anos, tive a chance de visitar pela primeira vez o Museu Real da África Central de Tervuren, uma instituição histórica do país, marcada pelo passado colonial brutal. Este ensaio é um esboço breve de etnografia que reflete sobre o caráter desta instituição, que havia passado por uma reforma de concepção, visando se destacar como um museu decolonial, crítico e reflexivo. Por meio de imagens, procuro apresentar aos leitores as impressões despertadas pela visita, do testamento da missão institucional aos artefatos e à curadoria que me levaram a um lugar familiar, nada decolonial e, não tanto surpreendentemente, me levando de volta ao Brasil.

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Referências

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Publicado

2025-12-29

Como Citar

Racy, G. (2025). O Museu Real da África Central de Tervuren: como não descolonizar um museu. Revista Mundaú, (18), 224–234. https://doi.org/10.28998/rm.2025.n.18.17976