O corpo e a estética da suspeita em Close, um filme de Lukas Dhont

Autori

  • Flávio Adriano Nantes Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

DOI:

https://doi.org/10.28998/2317-9945.202585.283-298

Parole chiave:

Cinema, corpos, Estética da suspeita, Ficcional versus factual

Abstract

O presente trabalho trata de uma leitura do filme Close (2022), de Lukas Dhont, que visa à reflexão acerca da estética da suspeição ou estética da suspeita – como se dá, se estrutura e é legitimada socialmente – em relação a determinados corpos. A depender da especificidade do corpo, a suspeita se transforma numa verdade inconteste – o corpo de uma mulher, uma pessoa negra, indígena, LGBTQIAPN+, entre outros, ao ser alocado numa esfera de suspeição, passa a sofrer todas as sanções pelo suposto “delito”. Um homem que não performa a masculinidade hegemônica – aquela entendida socialmente como “adequada” – é, muitas vezes, suspeito de ser homossexual, tal como acontece com os personagens da narrativa fílmica Léo e Rémi. Determinados corpos, estes elencados, em relação à suspeição ainda que não seja real, não se confirme, são considerados como tal. Os dois personagens em questão operacionalizam no ficcional o que muitas vezes se concretiza no factual.

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Biografia autore

Flávio Adriano Nantes, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul

Doutor em Teoria e Estudos Literários, pela Universidade Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), professor associado da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), na área de Teoria Literária,. Coordenador do Lorca/UFMS (Grupo de Pesquisas e Estudos em Literatura e Gênero) e está afiliado ao Grupo Gênero e Raça (UNESP/IBILCE).

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Pubblicato

2025-07-31

Come citare

NANTES, Flávio Adriano. O corpo e a estética da suspeita em Close, um filme de Lukas Dhont . Revista Leitura, [S. l.], v. 1, n. 85, p. 283–298, 2025. DOI: 10.28998/2317-9945.202585.283-298. Disponível em: https://ufal.emnuvens.com.br/revistaleitura/article/view/18303. Acesso em: 2 feb. 2026.