Justiça Restaurativa e formação de professores: o que dizem as pesquisas?

Autores

DOI:

https://doi.org/10.28998/cdp.v2i1.20340

Palavras-chave:

Justiça Restaurativa, Formação de professores, Revisão Integrativa da Literatura

Resumo

Este estudo teve como objetivo investigar o que dizem as pesquisas dos últimos dez anos (2015 a 2024) a respeito da Justiça Restaurativa na formação de professores. Utilizou-se a Revisão Integrativa da Literatura como método, recorrendo-se à três bases de dados. Para a análise dos dados, adotou-se a Análise Textual Discursiva, da qual emergiram duas categorias: Justiça Restaurativa como estratégia metodológica para a resolução e prevenção de conflitos no ambiente escolar e Práticas restaurativas como espaços de diálogo na formação de professores.  Constatou-se que a JR tem sido utilizada na formação de professores tanto para colaborar com a mediação de conflitos no ambiente escolar quanto para criar espaço de diálogo e escuta entre os professores, contribuindo na promoção de relacionamentos saudáveis no ambiente escolar.

Biografia do Autor

Luciene de Almeida Barros Pinheiro, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas

Possui graduação em Pedagogia pela Universidade Federal do Acre (2010), mestrado profissional em Ensino Tecnológico (MPET) pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (2018) e especialização em Gestão Escolar pela FAEL. Atualmente, é doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ensino Tecnológico (PPGET). Entre 2004 e 2014, foi servidora pública na Secretaria Municipal de Educação de Rio Branco, exercendo a função de coordenadora administrativa na Escola de Educação Infantil Afonso Pinto de Medeiros. De 2014 a 2015, atuou como professora na Secretaria Estadual de Educação do Estado do Acre. Atualmente, exerce o cargo de Técnica em Assuntos Educacionais (TAE) Pedagoga, no Instituto Federal do Acre (IFAC), campus Rio Branco Baixada do Sol. Possui experiência na área de Educação, com ênfase em Educação e Ensino, atuando principalmente nos seguintes temas: formação continuada de professores, gestão escolar e educação profissional e tecnológica.

Rosa Oliveira Marin Azevedo, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas

Professora do Programa de Pós-Graduação em Ensino Tecnológico do Instituto Federal do Amazonas - IFAM. Doutora em Educação em Ciências e Matemática pela Universidade Federal de Mato Grosso - UFMT (2014). Mestre em Ensino de Ciências pela Universidade do Estado do Amazonas - UEA (2008). Especialista em Psicopedagogia (2005) e em Metodologia do Ensino Superior (2004) pela Universidade Federal de Rondônia ? UNIR. Graduada em Pedagogia pela Faculdade Niteroiense de Educação Letras e Turismo (1988). Professora permanente dos cursos de mestrado e doutorado em Ensino Tecnológico do IFAM, onde também atuou, na graduação, nos cursos de licenciatura em Física, Química, Ciências Biológicas e Matemática e na coordenação do Estágio Curricular Supervisionado das Licenciaturas; na pós-graduação, nos cursos de Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica, Mestrado em Ensino de Física e na coordenação do Mestrado em Ensino Tecnológico. Pesquisadora do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Processos Formativos de Professores no Ensino Tecnológico. Atua, principalmente, nos seguintes temas: Formação de Professores, Ensino de Ciências, Estágio Curricular Supervisionado, Educação Científica e Ensino Tecnológico.

Referências

Amoretti, M. E. P. As práticas restaurativas na EPT à luz da perspectiva decolonial: um novo paradigma de formação docente. 2023. 127 f. Dissertação (Mestrado em Educação Profissional e Tecnológica). Universidade Federal de Santa Catarina, Santa Catarina, 2023. Disponível em: < https://l1nq.com/SJoNP>. Acesso em 10 jun. 2024.

Araújo, A. P. Justiça Restaurativa na escola: Estado do Conhecimento. Revista Educação por Escrito: PUC, RS, v. 4, n. 1, 2013.

Bolzani, B. Formação de profissionais da educação para resolução de conflitos em escolas públicas. 2022. 130f. Tese (Doutorado em Promoção de Saúde). Universidade de Franca, Franca, 2022. Disponível em: < https://l1nq.com/Z5wz2 >. Acesso em: 14 jun. 2024.

Costa, D. C. A. Indicadores em três dimensões para monitora mento de programa de justiça restaurativa. Rev. Faculdade Direito Universidade Federal Minas Gerais, v. 75, p. 119, 2019.

Eller, E. W. A concepção de mediação de conflitos no ambiente escolar. 2019. 71 f. Dissertação (Mestrado em Educação). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2018. Disponível em: < https://encr.pw/qKMxh >. Acesso em: 14 jun. 2024.

Evans, K; Vaadering, D. Justiça restaurativa na educação: promover responsabilidade, cura e esperança nas escolas. Tradução de Tônia Van Acker. São Paulo: Palas Athena, 2018.

Ferrão, I. S. Saber da não violência na formação docente: processos autocompositvos como mediação às violências no contexto escolar. 2020. 276 f. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2020. Disponível em: < https://l1nq.com/lg3Ki>. Acesso em 10 jun. 2024.

Ferreira, A. B. H. Mini Aurélio: o dicionário da língua portuguesa. 8. ed. Curitiba: Positivo, 2010.

Freire, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. 33. ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.

Freitas, E. R. A. G. Violência escolar e formação de professores: estratégias de enfrentamento na dimensão educacional. 2021. 137 f. Dissertação (Mestrado em formação de professores). Universidade Estadual da Paraíba, Campus I, Campina Grande, 2021. Disponível em: <https://tede.bc.uepb.edu.br/jspui/bitstream/tede/3816/3/DISSERTACAO_EvelineRodriguesAraujoGuedesdeFreitas_26.10.2021.pdf >. Acesso em: 15 jun. 2024.

Gil, A. C. Como elaborar projetos de Pesquisa. São Paulo: Atlas, 2010.

Hughes, H. E; Ranschaert, R; Benson, K. L. Engaged pedagogies in the middle grades: A case study of justice-oriented teachers in COVID times. Middle Grades Review, v. 9, n. 4, p. 1-12, 2023. Disponível em: . Acesso em: 14 jun. 2024.

Imbernón, F. Formação permanente do professorado: novas tendências. Tradução de Sandra Trabucco valenzuella. São Paulo: Cortez, 2009.

Imbernón, F. Formação continuada de professores. Tradução Juliana dos Santos Padilha. Porto Alegre: Artmed, 2010.

Imbernón, F. Escola, formação de professores e qualidade do ensino. Tradução de Ricardo Pérez Banega. Pinhais: Melo, 2011.

Kitchenham, B. Procedures for Performing Systematic Reviews. Keele: Keele University, 2004.

Moraes, R. Uma tempestade de luz: a compreensão possibilitada pela análise textual discursiva. Ciência & Educação: Bauru, SP, v. 9, n. 2, p. 191-210, 2003.

OLIVEIRA, M. M. de. Como fazer pesquisa qualitativa. 6. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.

Oermann, M. H; Knafl, K. A. Strategies for completing a successful integrative review. Nurse Author & Editor, v. 31, n. 3-4, p. 65-68, 2021.

Passeri, H. J. P. Violência escolar na perspectiva das professoras participantes dos Círculos de Construção de Paz. 2021. 123 f. Dissertação (Mestrado em Ensino). Universidade Estadual do Oeste do Paraná – UNIOESTE, Foz do Iguaçu, 2021. Disponível em: < https://l1nq.com/NK1it>. Acesso em 14 jun. 2024.

Pereira, A. C. R. História oral de vida de professores: direitos humanos, justiça restaurativa e violência escolar. 2018. 342 f. Tese (Doutorado em Educação). Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2018. Disponível em: . Acesso em: 14 jun. 2024.

Pranis, K. Processos circulares de construção de paz. São Paulo: Palas Athena, 2010.

Queiroz, D. M. Concepções docentes sobre justiça restaurativa e conflitos nas escolas: estudo de caso de um curso de formação continuada. 2019. 129 f. Dissertação (mestrado). Universidade Estadual Paulista (UNESP), São José do Rio Preto, 2019. Disponível em: <https://l1nq.com/fAgdf> Acesso em: 15 jun. 2024.

Souza, C. V. Os desafios na resolução de conflitos no ambiente escolar: uma abordagem sobre as práticas restaurativas na educação. 2019. 139 f. Dissertação (Mestrado Profissional em Planejamento e Políticas Públicas). Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2019. Disponível em: < https://encr.pw/m5Gqx>. Acesso em: 10 jun. 2024.

Silverman, J; Mee, M. Mee Using Restorative Practices to Prepare Teachers to Meet the Needs of Young Adolescents. Education Sciences, 2018, 2-6. Disponível em: < https://files.eric.ed.gov/fulltext/EJ1200462.pdf>. Acesso em: 15 jun. 2024.

Stefanini, J. R. Pesquisa-ação e práticas restaurativas para a prevenção da violência escolar: percepções dos professores. 2019. 96 f. Tese (Doutorado em Enfermagem Psiquiátrica). Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo, Ribeirão Preto, 2019. Disponível em: < https://l1nq.com/IQs03 >. Acesso em: 20 jun. 2024.

Vieira, J. O; Rodrigues, R. Violência Escolar. Revista de Produção Científica da UNIFACVEST. Os Vários Olhares da Produção Científica. Lages: Papervest Editora, nº 37, janeiro a junho de 2020, 296p.

Vincent, C. G; Inglish, J; Girvan, E; Van Ryzin, M; Svanks, R; Springer, S; Ivey, A. Introducing restorative practices into high schools’ multi-tiered systems of support: successes and challenges. Contemporary Justice Review, 24(4), p. 409-435, 2021. Disponível em: <https://files.eric.ed.gov/fulltext/ED626778.pdf >. Acesso em: 10 jul. 2024.

Vincent, C. G; Walker, H; Espelage, D; Marquez, B. A collaborative approach to school safety: Merging student voice with school personnel’s use of restorative practices for effective prevention. In T. Landrum, B. Cook, and L. Collins (Eds.) Annual volume of Advances in Learning and Behavioral Disabilities. Emerald Publishing. Accepted November, 2022. Disponível em: <https://files.eric.ed.gov/fulltext/ED627047.pdf>. Acesso em: 10 jul. 2024.

Wagner, M. R. A mediação transformativa reflexiva de conflitos como proposta de tratamento do bullying na situação peculiar de vizinhança escolar. Revista Juventude e Políticas Públicas, Brasília, v. 2, Edição Especial, p. 14-24, abr. 2018.

Zehr, H. Trocando as lentes: um novo foco sobre o crime e a justiça. São Paulo: Palas Athena, 2008.

Downloads

Publicado

2026-01-18

Como Citar

Pinheiro, L. de A. B., & Azevedo, R. O. M. (2026). Justiça Restaurativa e formação de professores: o que dizem as pesquisas? . Cadernos Pedagógicos, 2(1), p.91–112. https://doi.org/10.28998/cdp.v2i1.20340