Inversions coloniales: réflexions sur la séparation légalisée par l'état des femmes-mères et de leus bébés en situation de détention
DOI :
https://doi.org/10.28998/rm.2025.n.17.17240Mots-clés :
Maternités, Inversion coloniale, Racialisation, Incarcération, Politique publiqueRésumé
Cet article est fruit d'une recherche sur la séparation des mères et des bébés en prison. Il est basé sur mon expérience en tant psychologue travaillant sur un projet au sein de l'unité mère-bébé d'une prison. Le journal de terrain utilisé dans la recherche-intervention a servi de support à l'analyse des effets de cette violence légalisée par l'Etat et comprise ici comme l'une des modalités du génocide de la population noire et pauvre. Nous avons discuté du paradoxe de la racialisation afin d'expliquer la centralité de la race en tant que moteur de ce problème, qui est la négation de la maternité et le vol d'enfants qui s'ensuit par l'État. Nous proposons la notion d'inversion coloniale pour comprendre cette violence. Il existe des distorsions dans la manière dont les technologies de gouvernement liées aux soins et au maternage sont racontées, ce qui contribue à la construction de maternités niées.
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