Benigno Benin
DOI:
https://doi.org/10.28998/rm.2018.n.5.7672Keywords:
Fotografia, Benin, Missão culturalAbstract
O tempo foi curto, para tanto o que ver. De dentro da Van, entre um deslocamento e outro, antevia uma cena, na conjugação dos elementos do entorno, que, associados àquele mais próximo, propunham um diálogo que me interessava entre o concreto e o abstrato, o real e o virtual sentido como definidor do mistério do que lá estava. Várias etnias da região – Fulani, Haussá, Fon, Yorubá – antes antagonistas – superaram as suas desavenças para erigir uma democracia já duradoura, desde os anos 1960 em paz.
Em Allada, primeira capital do Reino do Daomé, antiga denominação do Benim – país da costa oriental da África onde estávamos –, fomos recebidos pela comitiva da casa real, o seu porta-voz, o príncipe primogênito e o adivinho do Reino. Não tendo marcado entrevista com Sua Majestade Kpodégbé Djigla, permanecemos no saguão de entrada do palácio real. No entanto, como sinal de deferência ao nosso grupo, e zelo quanto à primazia de Allada sobre as demais capitais do Daomé, fomos levados a conhecer o local de realização das cerimônias religiosas, onde nos foi transmitida oralmente a história de fundação das demais cidades sagradas por membros da mesma dinastia que ampliou inicialmente o território do Daomé.
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