A língua e sua propriedade metalinguística no trabalho de escrita escolar: a relação do escrevente com sua língua no processo de escrita
DOI :
https://doi.org/10.28998/2317-9945.202586.196-208Mots-clés :
Metalinguistic property, Anthropology of enunciation, Classroom writing.Résumé
Este artigo aborda a propriedade metalinguística da língua envolvida nos processos de escrita em sala de aula. Para tanto, a propriedade metalinguística é concebida à luz dos estudos recentes da antropologia da enunciação (Flores, 2006, 2019, 2024), a qual coloca o papel do homem falante no centro da questão. A partir das contribuições desses estudos, deslocamos a questão para tematizar a importância de, nos processos de escrita em contexto de sala de aula, a propriedade metalinguística da língua encontrar seu lugar na manifestação dos sujeitos implicados no ato enunciativo da escrita. Nosso objetivo é refletir sobre os critérios que colocam em evidência essa propriedade na relação interacional entre professor e aluno. A reflexão apresentada aponta para quatro critérios definidores da propriedade metalinguística: (1) a dupla inscrição da enunciação na escrita escolar; (2) a mobilização explícita da faculdade metalinguística na reflexão metalinguística individual inerente à língua; (3) o aspecto social da escrita revelado no processo de leitura, revisão e correção inicial dos textos realizado pelo professor; (4) a historicidade construída na interação mediada pela faculdade metalinguística, a qual afeta o processo de reescrita do próprio texto.
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Références
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