Masculinidade tóxica e objetificação feminina: análise do romance Mulheres de Charles Bukowski
DOI:
https://doi.org/10.28998/2317-9945.202585.214-231Palavras-chave:
Masculinidade Tóxica, Objetificação Feminina, Representação de Gênero, Ideologias PatriarcaisResumo
O artigo apresenta uma análise da obra Mulheres, de Charles Bukowski, explorando temas centrais como a masculinidade tóxica e a objetificação feminina. Baseando-se no conceito de masculinidade tóxica de Connell (1995) e Kimmel (2015), a discussão investiga como os comportamentos e atitudes dos personagens masculinos são estruturados por crenças na superioridade masculina, refletindo uma cultura que privilegia a dominação e o controle sobre as mulheres. A análise utiliza as teorias de representação e identidade de Hall (1997) para mostrar como as representações femininas na obra não apenas refletem, mas também perpetuam estereótipos e ideologias patriarcais. Bukowski, ao retratar as mulheres de forma objetificada e frequentemente desumanizada, reforça essas ideologias, dificultando a desconstrução de normas de gênero opressivas. Além disso, o artigo dialoga com as críticas de bell hooks (2000), que abordam a violência de gênero e a objetificação como expressões de desigualdades estruturais, e com Federici (2012), que analisa a exploração do trabalho feminino, ampliando o debate sobre as implicações sociais da literatura. Essa abordagem destaca a literatura como tanto um reflexo das realidades sociais quanto um agente que pode reforçar ou resistir a estruturas opressoras. O artigo conclui que Mulheres exemplifica a forma como narrativas literárias não apenas reproduzem, mas também mantêm normas de gênero que sustentam a dominação masculina.
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Referências
BOURDIEU, Pierre. A Dominação Masculina. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1999.
BUKOWSKI, Charles. Mulheres. Porto Alegre: L&PM, 2014.
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KIMMEL, Michael. Angry White Men: American Masculinity at the End of an Era. New York: Nation Books, 2015.
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