A (des)construção do real no conto O museu Darbot, de Victor Giudice

Autores

  • Luciana Muniz Ribeiro Universidade Federal de Uberlândia
  • Camila Soares López Universidade Federal de Uberlândia

DOI:

https://doi.org/10.28998/2317-9945.202585.243-253

Palavras-chave:

O museu Darbot, Efeito de real, Simulacro, Narrativa pós-moderna

Resumo

No conto O Museu Darbot, Victor Giudice apresenta uma narrativa que convida à reflexão sobre o valor da arte e a (des)construção do que pode ser considerado como verdade. Ao contar a história de um pintor chamado Darbot, o autor nos envolve em um jogo narrativo que nos leva a questionar os limites e conceitos sobre realidade e ficção. Com base nas teorias de Roland Barthes, sobre o efeito de real, e de Jean Baudrillard, sobre os simulacros e a hiper-realidade, este artigo busca, portanto, explorar o processo de construção e desconstrução do real nesta narrativa pós-moderna. O conto aqui analisado, ao abordar tais mecanismos de produção discursiva, evidencia a impossibilidade de um discurso único ou de sistemas fixos de representação da realidade.

 

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Biografia do Autor

Luciana Muniz Ribeiro, Universidade Federal de Uberlândia

Mestranda em Estudo Literários pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Orcid: https://orcid.org/0009-0001-8742-3481

Camila Soares López, Universidade Federal de Uberlândia

Doutora em Letras pela Universidade Estadual Paulista (UNESP). Professora do Instituto de Letras e Linguística (ILEEL) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU).

Orcid: https://orcid.org/0009-0009-7691-1613

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Publicado

31-07-2025

Como Citar

RIBEIRO, Luciana Muniz; LÓPEZ, Camila Soares. A (des)construção do real no conto O museu Darbot, de Victor Giudice. Revista Leitura, [S. l.], v. 1, n. 85, p. 243–253, 2025. DOI: 10.28998/2317-9945.202585.243-253. Disponível em: https://ufal.emnuvens.com.br/revistaleitura/article/view/19222. Acesso em: 2 fev. 2026.