“O meu nome é Cu-ne-gun-des!”
identidade, poder e gênero em Êta Mundo Bom! (2016)
DOI:
https://doi.org/10.28998/cirev.2025v12e19178Parole chiave:
Cunegundes, Êta Mundo Bom!, Gênero, TelenovelaAbstract
As telenovelas, antes marginalizadas pela historiografia brasileira, passaram a ser reconhecidas como fontes legítimas para a análise histórica com o advento da Nova História. Esses produtos audiovisuais não apenas refletem ideologias e práticas socioculturais, mas também preservam e reinterpretam a memória coletiva de determinado contexto temporal e espacial. No entanto, sua avaliação exige uma abordagem crítica, considerando as representações sociais, culturais e políticas, bem como o possível viés ideológico inserido pelos roteiristas. Diante desse cenário, esta pesquisa teve como objetivo analisar a personagem Cunegundes, da telenovela Êta Mundo Bom!, sob a ótica dos estudos de gênero, com ênfase em seu comportamento autoritário e no constante embate com o marido. Personagens como Cunegundes desafiam construções estereotipadas do feminino, possibilitando reflexões sobre as relações de poder e as dinâmicas de gênero na ficção televisiva. Para embasar essa análise, recorremos a teóricas como Joan Scott (2019) e Teresa de Lauretis (1994), cujos estudos contribuem para compreender as implicações dessas representações na construção das identidades de gênero nas telenovelas.
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