El estereotipo de las familias negras: la maternidad entre el control e el cuidado

Autores/as

  • Karoliny Martins Universidade de Brasília
  • João Paulo Siqueira Universidade de Brasília

DOI:

https://doi.org/10.28998/rm.2025.n.17.17208

Palabras clave:

Familias negras, Cuidado, Racismo, Estereotipos

Resumen

Este artículo discute la maternidad en las dinámicas familiares negras a partir del análisis de un episodio de la serie estadounidense Everybody Hates Chris. La reflexión se centra en los estereotipos y en las imágenes de control que contribuyen a la (re)producción de las desigualdades raciales, generando vulnerabilidad en las familias negras y reforzando la posición del grupo dominante. Tales estereotipos asocian a estas familias con la violencia, la precariedad y, sobre todo, con la adicción a las drogas. Se argumenta que estas representaciones se materializan en prácticas institucionales y emocionales, configurando una profecía autocumplida que individualiza y responsabiliza a las víctimas. El artículo también analiza las estrategias de los personajes frente a estas representaciones, que oscilan entre la enunciación autónoma, la asimilación y la conformidad, considerando las ambigüedades implicadas en dichas respuestas. Finalmente, se señalan aproximaciones entre el contexto estadounidense narrado en la serie y la realidad brasileña.

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Publicado

2025-12-26

Cómo citar

Martins, K., & Siqueira, J. P. (2025). El estereotipo de las familias negras: la maternidad entre el control e el cuidado. Revista Mundaú, 2(17), 99–112. https://doi.org/10.28998/rm.2025.n.17.17208

Número

Sección

Maternidades, práticas de cuidado e Tecnologias de governo