Investigações-vidas em educação
DOI:
https://doi.org/10.20952/jrks7120450Abstract
Nesse texto reflito sobre minha instabilidade epistêmica ou sobre meus processos de desaprender, decompor, deseducar, de migração ou de ficar sem lugar na pesquisa em educação. Utilizei a ideia de quebra de Jota Mombaça, como tentativa delirante de compor pistas dos efeitos de gritaria em tempos de guerra epistêmica. O argumento está dividido em Quebras. A primeira trata da escrita do texto Escrevivências trans* como potência (2020); a segunda está, intimamente, ligada ao processo de orientação na pós-graduação; a terceira quebra é discutida a partir da criação do ConQuer - Grupo de estudos e pesquisas queer e outras epistemologias feministas (CNPq); e, a quarta sobre a elaboração do projeto de pesquisa Investigações-vidas em educação: memórias, escrevivências, artivismos e alianças políticas na educação (2023). Concluo com o argumento de que as investigações-vidas em educação podem nos ajudar a questionar a ideia do sujeito autônomo, a pedagogia intelectualizada e a linearidade da mediação pedagógica (Freire, 1987). Suas provocações surgem, com força, da necessidade de enunciar um saber sensível sobre nossa sobrevivência e afetos nas teorias da educação, nas práticas de formação e no cotidiano, ou seja, um currículo-vida, rizomático e afetivo.
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